A respiração é uma das funções biológicas mais importantes em nosso corpo. Passamos semanas sem comer, dias sem beber e apenas alguns minutos sem respirar.
Respirar é a função mais básica da vida. Sem ela a vida não existe.
Num nível físico ela é vista como um fenômeno de troca gasosa. Num nível mais sutil pode ser interpretada como uma conexão da essência da vida em si. Em muitas tradições filosóficas, a respiração é a manifestação do espírito da vida física e espiritual.
Existe uma conexão profunda entre o ato de respirar e o estado de bem-estar da sua mente.
A agitação mental produz as mesmas variações no corpo do que uma atividade física intensa.
Para o Yoga, a respiração é o prelúdio da meditação. Concentrando-se na respiração você entrará em contato com você mesma e conseguirá aquietar seus pensamentos.
Mudanças sutis na respiração irão refletir num estado psicológico marcado pelo bem-estar.
Se o cérebro receber a quantidade adequada de oxigênio, haverá um ganho substancial em memória, concentração, sono, digestão e demais funções orgânicas.
O primeiro passo para controlar sua respiração é observar como funciona sua respiração natural, sem controle. Aos poucos você vai interferindo de modo a atingir o objetivo desejado.
Se você estiver ansioso, sugiro que pare o que está fazendo, observe sua respiração que muito provavelmente estará encurtada e passe então a lentificar a entrada e saída do ar. Faça com que a expiração tenha o dobro do tempo da inspiração. Isto é possível fazer onde quer você esteja; no trabalho, dirigindo, na fila do banco, etc. Caso seja possível isolar-se e ficar numa posição confortável, o resultado será mais evidente.
Já se você estiver desanimado, recomendo um pranayama (técnica respiratória utilizada em yoga) chamado de Surya Bedhana . Nele, você irá inspirar pela narina direita e soltar o ar pela esquerda. No yoga o lado direito simboliza o sol e a energia do fogo. Inspirando sempre pela narina direita você estará estimulando esta energia.
Dores no corpo são sempre muito inconvenientes. Mais do que respirar é preciso mudar sua relação com a dor e poder observar seus estados físicos sem julgá-los nem como bons nem como ruins. A observação por si só te encaminha à uma “soluçaõ” natural para as suas questões. Costumo direcionar os alunos a “observar a dor com o nariz”. Isto é, imagine que você possa deslocar o nariz do seu rosto e conduzí-lo até a região que dói. Lá você respira o mais suave possível e nestes casos, o melhor é soltar o ar lentamente pela boca.
Respirar não tem contra indicação. Desfrute deste alimento do corpo e da alma!